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Mamma mia! O encanto da inquebrável relação entre mãe e filha


Saudações, fiéis seguidores do Claquete Dez!


Após uma pausa em nossas postagens, voltamos com força total... O post de hoje é temático, para celebrar com todas as honras possíveis o Dia das Mães. Mamma mia (2008) é a versão cinematográfica para o espetáculo da Broadway de mesmo nome. A trilha sonora é, exclusivamente, Abba, que até a atualidade é sucesso no mundo todo.

Dirigido por Phyllida Lloyd, o filme, ambientado na belíssima paisagem da ilha grega de Skopelos e contando com um elenco de peso, é um convite a pensar no quanto a vida nos pode ser grata.

A jovem Sophie (Amanda Seyfried, maravilhosa), descobre, pela leitura do diário da mãe, Donna (Meryl Streep, que dispensa comentários) que sua mãe teve, na juventude, três amores. Um deles deve ser seu pai biológico. Para tanto, Sophie, que está de casamento marcado, convida Sam (Pierce Brosnan), Harry (Colin Firth) e Bill (Stellan Starsgard), para a cerimônia.

E o que ocorre durante a trama é simplesmente maravilhoso. Os três ex-amores de Donna vêm para a ilha e começam a conhecer Sophie e a buscar, nela, similaridades que indiquem a paternidade de um dos três. E ficam completamente encantados pela possível filha e pela relação de cumplicidade e carinho que ela tem com a mãe.
Celebração, romance e aventura, tudo regado pelos sucessos do Abba, são as palavras de ordem dessa história.

Mas o mais bonito, para mim, é a interação entre mãe e filha. Uma das cenas mais bonitas é quando, sob o som de Chiquitita, Donna ajuda Sophie a se preparar para o casamento. Vibrei, sorri e me emocionei diversas vezes em frente à telinha. Mais do que nunca, agradeci a Deus pelo papel essencial que a minha mãe exerce em minha vida.

E o pai de Sophie, quem é? Assista a essa bela trama... vale a pena. O elenco, em plena harmonia, faz desse filme algo imperdível.

Mamma Mia, enfim, nos faz refletir sobre a importância de valorizar, com palavras, mas sobretudo com atitudes, as pessoas que estão ao nosso lado e que nos amam verdadeiramente.


Esse post é dedicado à minha avó, que nos deixou no último dia 28 de abril e que foi uma grande mãe e mulher. Dedico, ainda, à "mamma mia" (rs) e a todas as mães. Dedico, também, ao Be, que me apresentou a essa história maravilhosa e divertida.



A realidade em "Adeus, Lênin": uma vida paralela


Luz, câmera... construção.


Olá cinéfilos de plantão... o Claquete hoje está reflexivo... risos.


Começo esse post com uma pergunta: como construímos a realidade? Essa questão me acompanha desde que me entendo por gente. Porém, tornou-se constante quando me formei em Jornalismo.


Os meios de comunicação nos ajudam a conhecer o mundo, o real, o concreto, certo? Em grande parte das vezes.

Diante das diferentes interpretações que um fato pode ter, pergunto: será possível "construir" uma realidade a partir do que já não existe ao nosso redor?

Esta é a tentativa do protagonista do filme-post de hoje, Alexsander, interpretado pelo talentoso ator alemão Daniel Brühl.


O filme Adeus, Lênin! , de Wolfgang Becker (2003), assisti em 2004, por ocasião em uma viagem à descomunal São Paulo. Narra a mudança ocorrida na Alemanha Oriental a partir da reunificação, com a queda do Muro de Berlim, em 1989.

Pouco antes da queda do muro de Berlim, a ex-professora Cristiane Kerner (vivida por Katrin Sass), é uma militante na Alemanha socialista (a Oriental), que entra em coma ao se deparar com o choque entre manifestantes e policiais nesse cenário turbulento de mudança.

Ela permanece desacordada por oito meses. Perde, com isso, a vitória do regime capitalista e a queda do muro que dividia as duas Alemanhas (a Ocidental capitalista da Oriental socialista, na qual ela vivia e era feliz). Quando ela "volta", tudo está diferente. É então que seu filho Alex, por querer poupá-la, passa a esconder dela os acontecimentos.
Quando ela deseja assistir às notícias na televisão para "se informar" ele precisa contar com a ajuda do amigo Denys, diretor de vídeos, para "moldar" a realidade de acordo com os sonhos e anseios da mãe socialista.

Nesse cenário, Alex também se transforma. Amadurece, apaixona-se e vê seu mundo mudar.
Constrói, por assim dizer, uma realidade "paralela", "alternativa" que vai ao encontro da expectativa de estabilidade da mãe, convicta de que o regime em que viveu e no qual sempre acreditou é o melhor. A realidade "outra".

Um filme sensível, inteligente, levemente cômico e que retrata de forma significativa a entrada do capitalismo na Alemanha Oriental.

É importante perceber, na trama, a despedida de ícones do socialismo (como a estátua de Lênin sendo retirada) e o surgimento de sinais capitalistas (como as antenas parabólicas, a Coca-Cola (r) e o Burger King, rede de fast-food).

Enfim, um filme imperdível! Em especial para minha turma da terceira fase, que hoje trabalhará com o filme em sala, considerando o que vimos sobre as teorias do Jornalismo.


Abraços a todos, em especial para o Be (te amo, amigo), Cláudia (mais nova futura doutora da área, PARABÉNS), Maitê, Fernando, Davi e Marli (amigos, "special people in the world").