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Oscar 2013: Argo e As Aventuras de Pi foram destaque


Aos amigos do Claquete dez, saudações pós-Oscar!

No post de hoje, vamos comentar a 85º edição do Oscar. Muito glamour, um apresentador chato de doer, o anúncio de melhor filme feito pela primeira-dama dos EUA, Michelle Obama e a vitória do novo contra o consagrado. Essas foram as marcas da festa. 


A cerimônia deste domingo à noite foi, para mim, surpreendente por várias razões. Muitos irão dizer que previsões, como a vitória de Daniel Day-Lewis como melhor ator por "Lincoln", já eram esperadas. Contudo, o fato de Ben Affleck (foto abaixo) ter sido o grande vencedor da noite por haver ganhado o maior prêmio da Academia (melhor filme), desbancando feras como Steven Spielberg, não estavam no script. 


O meu favorito, As aventuras de Pi (comentado aqui no Claquete dez na última semana), ganhou quatro estatuetas, sendo que o diretor Ang Lee foi agraciado com a categoria de melhor diretor. 

A expressão de (disfarçado) desapontamento do veteraníssimo Spielberg ao ser desbancado por Lee e depois por Affleck foi inequívoca: o bordão "já ganhou" nem sempre "cola". 

Outra surpresa foi a novata Jennifer Lawrence ter recebido o prêmio de melhor atriz. Aos 22 anos, ela deu um show de interpretação ao lado do igualmente jovem ator e diretor Bradley Cooper (também indicado a melhor ator), desbancando a favorita Emanuelle Riva (pelo dramático e a meu ver, angustiante Amour) e a graciosa Quvezhané Wallis por Indomável sonhadora Wallis, nove anos, e Riva, 86, comemorados ontem, eram a mais nova e a mais velha candidata ao Oscar de melhor atriz, respectivamente.


A música foi um show à parte. Catherine Zeta-Jones e o elenco de Chicago (2003), nos levaram novamente à instigante trama do musical. A linda Anne Hathaway, vencedora da categoria de melhor atriz coadjuvante por "Os miseráveis", acompanhada do grande elenco (em especial Hugh Jackman e Amanda Seyfried) de Tom Hopper, levou o público às lágrimas. E Adele, na execução da canção vencedora, Skyfall, foi esplêndida.


Vale lembrar como exemplo a humildade, carinho e gratidão do diretor e roteirista Quentin Tarantino, ao ser premiado na categoria de melhor roteiro original por Django Livre. 


Listamos, abaixo, amigo (a) seguidor (a), os vencedores em todas as categorias. Dedico esse post a todos que amam cinema!!



Vencedores da 85ª edição do Oscar:


  • Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
  • Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
  • Curta de Animação: Paperman
  • Filme de Animação: Valente
  • Fotografia: As Aventuras de Pi
  • Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi
  • Figurino: Anna Karenina
  • Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis
  • Melhor curta-metragem: Curfew
  • Documentário e curta-metragem: Inocente
  • Documentário em longa metragem: Searching for Sugar Man
  • Melhor filme estrangeiro: Amor
  • Edição de Som: 007 – Operação Skyfall e  A hora mais escura
  • Melhor montagem: Argo (Ben Affleck)
  • Mixagem de Som: Os miseráveis
  • Direção de arte: Lincoln
  • Trilha sonora original: As aventuras de Pi
  • Canção original: Adele / 007 - Operação Skyfall
  • Melhor roteiro adaptado: Argo
  • Melhor roteiro original: Django Livre
  • Melhor diretor: Ang Lee - As aventuras de Pi
  • Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O lado bom da vida)
  • Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
  • Melhor filme: Argo

FONTE (LISTAGEM): http://acritica.uol.com.br/vida/Veja-lista-indicados-vencedores-Oscar_0_871712867.htmlhttp://acritica.uol.com.br/vida/Veja-lista-indicados-vencedores-Oscar_0_871712867.html







Se a vida fosse uma música...


Saudações, amigos e seguidores do Claquete Dez!

Há quem diga que a cada bom momento de nossas vidas, corresponde uma trilha sonora. Se a nossa vida fosse uma música, esta tocaria para sempre nos corações de quem amamos.

No caso do protagonista do filme-post de hoje, a música (e o mar) é a razão de viver. Estou falando de A lenda do pianista do mar (La leggenda del pianista del mare). A trama, de Giuseppe Tornatore, é de 1999, mas, ao mesmo tempo, é eterna.


Assisti a esse filme há muito tempo, mas a todos com quem converso sobre cinema o menciono. É uma das mais belas histórias que já tive oportunidade de conhecer.
O boa-praça Danny Boodmann (interpretado por Bill Nunn), é responsável pelo compartimento de carvão do Virginian, um luxuoso transatlântico. Na noite do revéillon de 1900, Danny encontra um bebê abandonado em uma cabine de primeira classe. Sensibilizado, decide criar o garoto escondido nos porões do navio. O batiza de Danny Boodmann T.D. Lemon Mil Novecentos, mas, com o tempo, o menino fica conhecido apenas como 1900.

1900 cresce saudável e feliz. Aos poucos, habitua-se às intempéries, à inconstância e à beleza do mar, que exerce sobre ele um encanto sem igual. No navio, 1900 tem momentos ternos e alegres, mas também vivencia perdas e dores.
Ao longo do filme, o protagonista, na fase adulta interpretado por Tim Roth (da série Lie to me, que adoro!) nos encanta por sua sensibilidade e inteligência.

30 anos se passam. O inesperado talento que 1900 manifesta ao piano chama a atenção de um grande nome do jazz, Jelly Roll Morton (que foi chamado de o pai do jazz). O músico sobe a bordo do Virginian com o objetivo de desafiar 1900 em um duelo musical.

Indiferente ao seu talento e à comoção que causa ao tocar para mais de duas mil pessoas no transatlântico, 1900 é aficcionado pelos mistérios do oceano. O navio é sua casa, sua proteção, seu mundo. A música e o mar são parte integrante de sua alma.


A apresentação é gravada e levada para a “cidade grande”. Lá, um velho trompetista, Max, perturba-se ao ouvir o som produzido por 1900 ao piano e decide, de algum modo, encontrá-lo.

A sorte de 1900 está prestes a mudar quando, após muitos anos no mar, o transatlântico Virginian será implodido.

O que será dele? Se tornará um artista famoso? Ou será para sempre um sonhador, que apesar de seu enorme talento, decide viver próximo ao mundo em que nasceu e do qual jamais saiu?

Assistam ao filme... certamente, conhecer essa história será uma boa experiência, quem sabe, algo inesquecível. Assim como o é, para mim, essa trama de Tornatore.

Abraços cinéfilos e especiais ao Be (obrigada por tudo), à querida família de Cláudia, Caetano e Guto e aos amigos, que, como eu, apreciam boas histórias: Davi, Julia e Fernando.

Unidos pela música




Saudações aos amigos e seguidores do Claquete dez!


O post de hoje tem a ver com família. Tem a ver também com o amor e suas diversas manifestações, dentre elas a música. O filme do qual falo hoje retrata a união entre três membros de uma família separados por uma mentira e que, mais tarde, têm na música uma forma de se encontrar.


Som do Coração (August Rush, 2007), dirigido por Kirsten Sheridan, é emocionante sem ser piegas. Comprei esse filme, confesso, sem levar muita fé, pois não gosto muito do Robin Williams, que atua no filme.
Mas como ele reúne duas de minhas grandes paixões (cinema e música), resolvi trazê-lo para casa. Assisti e gostei. Gostei demais.
Para quem gosta de uma boa história, recomendo.


Evan Taylor/August Rush (Freddie Highmore) é um garoto de 12 anos que vive em um orfanato. Embora viva solitário e sem muita possibilidade de ser adotado, Evan acredita piamente que encontrará seus pais.


Ele é resultado de um amor à primeira vista entre um guitarrista, Louis, e uma violoncelista clássica, Lyla. Ela, após dar o filho à luz, é enganada pelo pai, que diz que seu filho havia morrido.


No leito de morte, entretanto, o pai de Lyla, arrependido, confessa a ela que o menino está vivo, e a musicista parte em uma busca desenfreada pelo filho.


Evan herdou o talento musical dos pais. O mais incrível é que ele consegue perceber música nos sons da cidade (buzinas, carros passando, apitos, vozes), nas pessoas e nas paisagens. Em tudo, enfim.


Por sua vez, Evan também parte do orfanato em busca dos pais. Dotado de um dom musical fenomenal, ele passa a se apresentar nas ruas de Nova York ao lado de Wizard (Robin Williams), que, de suposto herói, converte-se em antagonista . Assumindo o nome de August Rush, Evan passa a usar seu dom para reencontrar os pais.


Louis, o pai, volta à cidade. E conhece, sem saber, o filho que ele jamais imaginou ter tido com Lyla, a quem jamais esqueceu.


O final? Não vou contar, assista... aqui, a dimensão não-verbal fala por si, sendo condutora de Louis, Lyla e Evan na direção um do outro. A música, aliada a essa bela história, nos leva a pensar no valor inestimável daqueles que amamos.


Bom filme! Voltem sempre ao Claquete dez.