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Olá, amigos do Claquete Dez...
Foi com grande alegria que assisti à cerimônia do Oscar neste domingo. Fiquei feliz ao ver que o filme do qual falamos no último post, O discurso do rei (The king's speech) foi o campeão absoluto do Oscar 2011.
Recebeu as estatuetas de melhor filme, melhor direção (Tom Hopper), melhor ator (Colin Firth) e melhor roteiro.
Nas palavras de José Wilker, ator, diretor e comentarista da transmissão feita pela Rede Globo, o filme brilhou por ter ganho os prêmios mais significativos da Academia.
Porém, a meu ver, a trama venceu pela riqueza e sensibilidade do tema que aborda.
Só fiquei um pouco triste (me desculpem os fãs do "Batman" Christian Bale), mas acho que quem merecia a premiação de melhor ator coadjuvante era o impecável Geoffrey Rush, que interpreta o Lionel de O discurso do rei.
Confira o post anterior sobre o filme http://claquetedez.blogspot.com/2011/02/superacao-e-uma-amizade-historica-dao-o.html.
O trailer você confere em: http://www.youtube.com/watch?v=fwfKpM502HQ&feature=related
Luz, câmera, CONSAGRAÇÃO!
Tudo o que foi feito na vida foi construído antes na alma (Analisa Brum).Olá, amigos do Claquete Dez...
Hoje vamos conversar sobre a necessidade, ou desejo, que todos temos de buscar a felicidade. Desde pequenos, aprendemos o significado dessa expressão, muito embora, para nós, ela tenha diferentes acepções. Para alguns, é estar realizado no trabalho. Para outros, encontrar um amor. Para outros, viver de forma modesta e pacata. Para outros, ainda, é conquistar bens materiais.
O fato é que em uma coisa, nos assemelhamos. Ser feliz significa dar conforto, proteger e beneficiar as pessoas que amamos. Foi com esse pensamento que resolvi escrever sobre um filme que assisti há tempos, e que, coincidentemente, a Rede Globo passou hoje.
Inspirado na história real do empresário norte-americano Chris Gardner, o b
elíssimo "À procura da felicidade" (The pursuit of happiness, 2007), foi dirigido por Gabrielle Muccino. Nos proporciona uma história de amor e, acima de tudo de superação de obstáculos, de um homem em favor de si mesmo e de seu filho. Ele tem, como lema, a declaração de Thomas Jefferson por ocasião da Independência dos EUA: todo indivíduo tem direito à liberdade e à busca pela felicidade.Chris (Will Smith, que, em minha opinião, fez aqui o seu melhor papel), é um pai de família que ganha a vida vendendo scaners ósseos em clínicas e consultórios médicos. As coisas para ele não vão bem, apesar de seus esforços para garantir à esposa Linda e ao pequeno Christopher, o melhor.
Frente a muitas dificuldades, Gardner tenta não desanimar. Um dia, ao encontrar um homem numa exuberante Ferrari, perguntou o que ele fazia para ter aquele padrão de vida ("Amigo, o que você faz, e como faz?). E seu interlocutor informa ser corretor da Bolsa de Valores. Não só este homem, mas todos, parecem ser felizes.
Chris Gardner, então, decide que fará o mesmo. O caminho trilhado por ele, entretanto, é por demais acidentado. Abandonado pela mulher e sofrendo diversas privações, Chris faz de tudo para oferecer ao filho tudo o que ele precisa. Christopher, em sua sensibilidade infantil, busca compreender e se adaptar à rotina do pai, acompanhando-o e oferecendo apoio nos momentos mais dramáticos, que são vários.
Ao longo do caminho, vence, se frustra, sofre, chora, sorri, vive, persiste, e busca ser melhor. É, de longe, uma das grandes lições de perseverança e otimismo que tive na vida.
O que terá sido feito, amigo seguidor, de nosso protagonista? Da persistência, ele é o campeão. Tendo tudo para jogar tudo para o alto, Chris nos dá um ensinamento dos mais valiosos: quando nos esmeramos para conseguir algo e o fazemos de todo o coração e espírito, já temos boa parte do caminho trilhado. Para mim, Chris Gardner é um herói de nossos dias.
E essa história é, de fato, imperdível.
E já que falamos em felicidade em nosso filme-post de hoje, faço aqui no Claquete um agradecimento especial a quem, direta ou indiretamente, contribui em minha busca pessoal pela felicidade.
Primeiramente, a Deus, por me permitir viver e dividir, com amigos e colegas, minhas impressões sobre a vida e a minha paixão, o cinema, nesse blog.
A meus pais e irmã, por serem meus grandes incentivadores.
Aos amigos (quase irmãos) Clau e família e Be, cada um do seu modo, por sempre estarem comigo em meus projetos e torcerem verdadeiramente que eles deem certo.
Também ao amigo Fernando, sou grata por sempre travar, comigo, excelentes "batalhas de ideias" sobre filmes, os mais variados.
Enfim, a todos os seguidores desse espaço da blogosfera. Em especial, Claquete Dez saúda meus amados novos jornalistas criciumenses.
Luz, câmera, REALIZAÇÃO!
Saudações cinéfilas...
Amigo seguidor, o filme-post de hoje está longe de ser mais uma produção água-com-açúcar de Hollywood. Fala do amor e da importância dele, a qualquer tempo, em nossas vidas.
Durante minha semana de férias em Curitiba, assisti ao belíssimo Cartas para Julieta (Letters to Juliet, 2010). Dirigido por Gary Winick, traz, no elenco, jovens e promissores atores, como Gael Gárcia Bernal e Amanda Seyfried, e os consagradíssimos atores Vanessa Redgrave e Franco Nero.
A jovem jornalista Sophie (Seyfried, que acho extremamente expressiva), é responsável por procurar pessoas para a realização de entrevistas. Encontrar celebridades do passado, escritores misóginos e personalidades que não curtem mais as luzes da ribalta, é a especialidade dela, que está noiva do chef de cozinha Victor (Bernal, maravilhoso). Ambos decidem, juntos, ir a Verona, na Itália, palco do romance Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Porém, Victor parece mais interessado em buscar fornecedores para o restaurante que está inaugurando do que em fazer uma viagem romântica com Sophie. Assim, enquanto ele visita vinicultores e produtores de queijos e pães caros, Sophie se determina a conhecer a cidade.
E é justamente aí que a história começa. Em suas andanças, ela descobre um grupo de mulheres que se dispõe a, diariamente, responder às cartas endereçadas a Julieta Capuleto. Nelas, o amor, os encontros e desencontros, são temas constantes.
Num desses dias, por acaso (ou por força do destino, pra quem acredita), Sophie encontra uma carta datada da década de 1950, assinada por uma jovem inglesa chamada Claire. Nela, ela relata a Julieta o porquê deixara seu amado Lorenzo esperando por ela, tendo, por medo da reação dos pais, voltado a Londres.
Emocionada com o relato, Sophie responde à carta de Claire.
Victor, enquanto isso, segue em sua saga de leilões e visitas aos fornecedores.
O que Sophie ainda não sabe é que a resposta escrita por ela mudará não somente a vida da agora senhora Claire (interpretada magistralmente por Vanessa Redgrave), como, irremediavelmente, a sua.
Acompanhada do neto Charlie (Christopher Egan), que de início se mostra defensivo e grosseiro, Claire, viúva há alguns anos, vem em busca de Lorenzo.
Exercitando a sua especialidade, buscar pessoas onde quer que elas estejam, Sophie vai com Claire e Charlie, à procura do grande amor da juventude da amiga.
Juntos, trilham um caminho em que, por força do amor, o tempo regride e os sonhos renascem. Ao mesmo tempo, certas coisas mudam irremediavelmente.
Recomendo aos leitores que não deixem de assistir por acharem que se trata de um filme "para garotas". É, tanto pela paisagem quanto pela leveza da história, simplesmente imperdível.
E o "gran finale"? Você vai ter de conferir...
O abraço do Claquete Dez hoje vai para todos que visitam e seguem o blog, em especial para Andressa, Sabrina, Líz, Laura e Cláudia. Nesse post, saúdo especialmente o Be (obrigada por me apresentar a essa história!) e Fernando, meu fiel interlocutor nas discussões sobre filmes... valeu!
Luz, câmera, EMOÇÃO!

Você vai conhecer uma história e tanto...
Absurdamente real, dramática e chocante. Trama em que, em contrapartida, algo pra lá de inesperado acontece. Ganhador de oito Oscars, dentre eles o de melhor filme estrangeiro, Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire, 2008-2009), foi uma das tramas mais contundentes, sensíveis e emocionantes que já tive a oportunidade de ver.
Por ter me marcado de diversas maneiras, não poderia deixar de dividir minhas impressões com os amigos deste blog.
Dirigido pelo criativo Danny Boyle (que também foi agraciado com a estatueta de melhor diretor), é uma produção indiana, da qual participam atores até então desconhecidos e outros já famosos em Bollywood.
Na Índia marcada pela grande disparidade social, dentre muita pobreza e opulência de poucos, conhecemos a história de Jamal, que trabalha servindo café em um Call Center. Contrariando a todas as expectativas e estereótipos, o jovem se inscreve para participar de um famoso programa, no estilo "Show do Milhão", no qual doutores e demais pessoas letradas jamais chegaram ao grande prêmio, estimado em um milhão de rúpias, a moeda indiana.
A partir da primeira pergunta, entramos no mundo íntimo do sofrido Jamal, um jovem com experiência de ancião.
A pergunta que fica em nossa mente, assim como a do delegado local e do famoso apresentador do programa, que assistira à derrota de cultos participantes, é a seguinte. Como um garoto sem estudo e aparentemente sem experiência como Jamal ousara participar de um desafio tão grande?
O que acontece faz nosso queixo cair, desafiando e desconstruindo nossos pré-conceitos. A cada questão, é como se cada um de nós fosse capaz de visitar as (em sua maioria, dolorosas) lembranças do jovem Jamal que, ao lado do controvertido irmão Salim, passa a viver nas ruas de Mumbai após o brutal assassinato de sua mãe. Os símbolos, a emoção sentida e as lições aprendidas por Jamal são partilhadas com o espectador, fazendo com que nos sintamos parte da história.
A cada pergunta e resposta correta, tomamos ciência da exploração, dos árduos sofrimentos e sobretudo, da grandiosidade do caráter de Jamal. Conhecemos, também, aquela que para ele, tem valor inestimável. O que, na vida de cada um de nós, é o que há de mais caro e incalculável: o AMOR. Para Jamal, este atende pelo nome de Latika.
Separados pelas circunstâncias, ainda na infância, Jamal e Latika, ao que parece, estavam destinados a se reencontrar. Entretanto, a vida parece querer vê-los separados... Por seu amor, ele venceu medos, dúvidas e limites. Para Jamal, essa separação representa dor e, ao mesmo tempo, a resposta certa à questão feita em uma das etapas do jogo.
Torturado sob a suspeita de haver trapaceado, nosso protagonista tem sua honestidade colocada em xeque, pela polícia e pelo apresentador do programa.
Quem seria, amigo seguidor do Claquete, esse rapaz? Por meio de lembranças tristes, de pobreza, violência, inocência, traição (representada pelo irmão, Salim) e amor, foi possível a Jamal vencer, no programa e no amor?
Ao longo do filme, triste e emocionante, ao mesmo tempo violento e sutil, eu falava com a TV, torcia e tentava responder às perguntas feitas a Jamal. A cada acerto, vibrava. Quem assistir, saberá. Vai chorar, vai se revoltar, vai torcer e vai sorrir. Vai se chocar e se desafiar. E jamais vai se esquecer desse maravilhoso filme.
Vale destacar a excelente "Jai Ho", música vencedora de mais um dos oito Oscars destinados ao filme. A dança do elenco ao som dessa linda música é de arrepiar, verdadeiramente emocionante.
Esse filme me marcou de forma muito positiva, pela visão da dura realidade da Índia, aliada à sutileza das relações humanas e à busca de Jamal pela própria felicidade.
Seguem abaixo dois links interessantes...
Site oficial - http://www.quemquerserummilionario.com.br/
Jai Ho - http://www.youtube.com/watch?v=UHIdyWABR0s&feature=related
O abraço do Claquete Dez, hoje, vai para meus queridos Be (hasta la vista, amigo!), Clau e família, meu pai (que gosta tanto cinema quanto eu), Fernando (a quem eu garanti que escreveria esse post), Líz, Jhonny e Laura, seguidores fiéis deste singelo espaço na blogosfera.
Luz, câmera, ADMIRAÇÃO!



