

ERRADO!
Em cartaz no Claquete dez hoje, um desenho. É um dos meus favoritos justamente porque manda pelos ares todos esses estereótipos: Shrek, da Dreamworks. Nesta tetralogia (está certo?) o príncipe é um belo canalha, a princesa é linda, mas vira, digamos, uma bela “abóbora” com o pôr-do-sol.
Shrek parte, levando consigo um burro falante e um hispânico Gato de botas, malandro agulha e canastrão. No meio de toda essa panaceia, apaixona-se pela belíssima princesa Fiona, a qual o príncipe baixinho, mas gigante na maldade, deseja desposar para se tornar rei, sem saber que ela é portadora de uma terrível maldição.
Combatendo bandidos engomadinhos, fadas madrinhas malvadas e taberneiras de bigode, Shrek vira gente, volta a ser ogro, vira herói, cruza caminhos, faz fiascos e nos diverte a valer. Nota para a maravilhosa trilha sonora, que conta com a dançante Accidentally in Love, do Counting Crows.
Os quatro volumes parecem infantis e bobos, mas trazem consigo uma mensagem poderosa: a de que cada um tem o seu valor, e que não se deve julgar os outros somente pela aparência. Embora essa, no mundo em que vivemos, seja importante, não é tudo, definitivamente.
Clau, obrigada pela ideia! Além da Clau e família, o abraço do Claquete de hoje vai para os amigos e seguidores Be, Fernando, Andressa, Paty, Juliana, Julia e Guilherme;).
Há quem diga que a cada bom momento de nossas vidas, corresponde uma trilha sonora. Se a nossa vida fosse uma música, esta tocaria para sempre nos corações de quem amamos.
1900 cresce saudável e feliz. Aos poucos, habitua-se às intempéries, à inconstância e à beleza do mar, que exerce sobre ele um encanto sem igual. No navio, 1900 tem momentos ternos e alegres, mas também vivencia perdas e dores.
A apresentação é gravada e levada para a “cidade grande”. Lá, um velho trompetista, Max, perturba-se ao ouvir o som produzido por 1900 ao piano e decide, de algum modo, encontrá-lo.
O que será dele? Se tornará um artista famoso? Ou será para sempre um sonhador, que apesar de seu enorme talento, decide viver próximo ao mundo em que nasceu e do qual jamais saiu?
Assistam ao filme... certamente, conhecer essa história será uma boa experiência, quem sabe, algo inesquecível. Assim como o é, para mim, essa trama de Tornatore.
Abraços cinéfilos e especiais ao Be (obrigada por tudo), à querida família de Cláudia, Caetano e Guto e aos amigos, que, como eu, apreciam boas histórias: Davi, Julia e Fernando.
Olá, amigos do Claquete Dez... saudações cinematográficas!!
Nesta semana de "farol baixo" após a volta da seleção para casa, escolhi um filme que deixa no ar uma pergunta: o que é liderar?
Desde sempre, a humanidade busca um sentido para esse termo. Ser líder, a meu ver, é deixar uma lição para as pessoas com quem se convive. No caso de um professor ou treinador, liderar é fazer do próprio comportamento o maior exemplo da conduta que deseja que seus alunos ou jogadores tenham.
Essa é , digamos, a moral da história de nosso filme-post de hoje, Coach Carter: treino para a vida.
Em tempos de fim do sonho do hexa na Copa do Mundo, a película é mais do que nunca inspiradora. Produzido pela MTV Films, dos EUA, o filme, de 2005, conta a história real de Ken Carter, vivido pelo mestre Samuel L. Jackson.
Agora dono de uma loja de artigos esportivos, Carter vive em Richmond, Califórnia. Um lugar em que a esperança é abafada pela criminalidade e a falta de perspectiva.
Nesse local, em que boa parte dos pais de família está morto ou na cadeia, Carter aceita o (imenso) desafio de ser o treinador da equipe de basquete da escola em que se formou e atingiu recordes como jogador.
De personalidade forte e consciente da importância de seu trabalho, o treinador chega para iniciar sua “luta”. Propõe a seus atletas um contrato: para continuar no time, cada jogador precisa frequentar as aulas e ter boas notas em todas as disciplinas.
O que ele encontrou não poderia ser pior: jovens desmotivados, rebeldes, inseguros e grosseiros. De Jason Lion, que não aceita ser chamado de senhor (pois é assim, de maneira formal, mas respeitosa, que Carter os trata e exige ser tratado), a Timo Cruz, jovem descendente de mexicanos que não admite ser contestado, o antigo recordista de Richmond tem um árduo trabalho pela frente. Fora a direção da escola e os pais dos alunos, que, na realidade, estavam “conformados” com o que o “destino” reservara: uma vida pobre e sem perspectivas para aqueles garotos.
Uma caminhada em que, ensinando basquete de modo sério e ao mesmo tempo divertido, Carter vai mesclar, à sua disciplina espartana (manifestada na fala: “o treino começa às três. Às duas e cinquenta e cinco, vocês já estarão atrasados”) uma generosidade e senso de justiça maiores do que ele (quando diz: “se vocês trabalharem e se dedicarem aos estudos, vão vencer. No basquete e na vida”).
O grande dilema, nessa história, ocorre quando Carter, mesmo com os bons resultados que seu time conquista nas quadras, fecha o ginásio e para os treinos. Isso porque as notas dos meninos (parte essencial do contrato feito com eles no primeiro dia) estavam ainda muito baixas.
O fato atrai a atenção da imprensa e da comunidade, que reprova o treinador pela atitude.
Os resultados? Confiram no filme. Bela produção que, em dois dias, arrecadou 24 milhões de dólares em bilheteria.
Liderar, por vezes, é “estagiar” na impopularidade. É desagradar a vontade momentânea (no caso do filme, o basquete) em nome de um objetivo maior. Na trama, o futuro dos jovens e sua chegada à universidade.
Toda a semelhança de Carter com Dunga, por sua firmeza, transparência e caráter, não é mera coincidência. Gosto de Carter por ser firme e íntegro. Gosto de Dunga pelo mesmo motivo.
Destaque para a cena do estudo no ginásio e também para aquela em que o filho de Carter, Damien, decide integrar o time da Escola Richmond, se comprometendo a ter uma média superior à mínima exigida dos demais alunos.
Já assisti a essa história mais de 30 vezes e volta e meia a compartilho com meus alunos e amigos.
Um filme primoroso, com a direção Thomas Carter (coincidência... rs).
Luz, câmera, SUPERAÇÃO!
O abraço do Claquete essa semana vai para Clair (meu pai, que adora os faroestes antigos), Teresinha (minha mãe, leitora do Claquete e estreante na internet), Be, Clau, Guto, Caetano, Fernando, Julia e Rafael (amigos e incentivadores).